Sempre L.

Respiro, respiro, respiro. Você. Está tudo bem para sentar em um apartamento vazio e chorar. As paredes abraçam o que você não consegue agora. É que eu já havia esquecido a sensação de andar passos largos,...
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Quiçá sendo a brisa.

Flor, deixe-me ser o vento que te abraça, te envolve e leva o teu cheiro consigo. Passarei por ti leve, morna e sem pressa. Espalharei sua beleza mundo a fora e todos conhecerão o perfume da felicidade! Flor, mais que um beija-flor, quero ser o vento Beija-flor vem, mas se vai assim que te beija. Vento te assopra, te cheira, te prova Todos...
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Querido L.

Finalmente aqui te escrevo porque minha alma já cansou de se perder. Perdi até o que não era meu, como as poesias diárias que escrevi na espessura da folha de papel desgostosa de mágoas, e que gritei, e que senti e sussurrei. Rondavam aqui e ali, mas tudo era sombra. Não tenho mais nada de bom a dizer. A minha alma foi comprar cigarro no...
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Antes morta.

Meu escritonunca ditotem um gritop'ra amarMinha falasó resvalao que me entalaa sufocarMinha dançade criançasó se lançap'ra curarMeu desejonão despejoquero beijoa te ado...
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À meia luz do céu nublado.

Ei, a nuvem ainda continua a chorar lá fora. Se fechar a janela ainda sinto frio. Se enroupar-me a pele pálida, quase sem vida, com cobertores, ainda sinto frio. A verdade é que antes de dormir olhei-me no espelho temerário e clássico que você, quando estava aqui, decidiu pendurar na parede. “A parede está sem vida”, você dizia. Que equívoco!...
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Reflexos d'alma borrada no céu.

Que cor tem o meu dia? É tinto de agonia ou de alguma dor maior? Que cor tem o meu dia? Escolho pela alegria ou pelas flores ao redor? Que cor tem o meu dia? Vem da eufonia ou do piano empoeirado? Que cor tem o meu dia? Da religião, astrologia ou do misticismo pertubado? Que cor tem o meu dia? Escolho pela sinfonia, pelo cheiro do...
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Para não olhar p'ra trás.

Era um dia negro então. E eis que por uma última vez me olhou. Possuía nos olhos um ar sério, resoluto. Só não tive mais medo de sua firmeza presa à retina, que de saber sobre seu projeto tinto borrado no olhar. As cores eram em flúor e negro. Mas negro era tudo que ia. Seu olhar findou em mim um lamento de adeus. Doloroso mesmo era silêncio...
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Tragou, mas esqueceu.

Agora eu tinha um pedaço teu entre o meu punho e as extremidades dos dedos, pai. Olhava-te em uma pequena porção de tabaco. Seco, picado. Ali, enrolado em papel fino, frágil. Encaixei-te dentre os meus, medrosos e trêmulos, lábios. A cautela fazia-se presente na minha alma. Acendi-te no teu término. Tu, findando aos poucos em fumaça fedorenta,...
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Suspiro de mim

Uma estrada, sozinha, vagando na fumaça de meus pensamentos. O inverno chegava, devagarzinho como quem não quer nada, dentre as dolorosas e pesadas gotas de chuva. Ali, derramando o céu, guardando o sol só para si, culminando a solidão de minh’alma, como as mãos que confortam e são as mesmas que apedrejam. Ah! Mas parte de mim... Parte de...
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